agualeve @ 23:43

Ter, 11/03/08



A obra Kafka à Beira-Mar, de Haruki Murakami narra as aventuras (e desventuras) de duas estranhas personagens, cujas vidas, correndo lado a lado ao longo do romance, acabarão por revelar-se repletas de enigmas e carregadas de mistério. São elas Kafka Tamura, que foge de casa aos 15 anos, perseguido pela sombra da negra profecia que um dia lhe foi lançada pelo pai, e de Nakata, um homem já idoso que nunca recupera de um estranho acidente de que foi vítima quando jovem, que tem dedicado boa parte da sua vida a uma causa- procurar gatos desaparecidos.

Neste romance os gatos conversam com pessoas, do céu cai peixe, um chulo faz-se acompanhar de uma prostituta que cita Hegel e uma floresta abriga soldados que não sabem o que é envelhecer desde os dias da Segunda Guerra Mundial. Assiste-se, ainda, a uma morte brutal, só que tanto a identidade da vítima, como a do assassino, permanecerão um mistério.
Trata-se, no caso, de uma clássica (e extravagante) história de demanda e, simultaneamente, de uma arrojada exploração de tabus, só possível graças ao enorme talento de um dos maiores contadores de histórias do nosso tempo.

Haruki Murakami é um dos mais populares escritores japoneses, nascido em Kyoto em 1949. Cresceu em Kobe, cidade portuária que lhe rendeu uma visão de mundo cosmopolita, um dos pilares de sua obra. A sua vida universitária foi caótica e intensa, incluindo uma participação activa nos protestos contra a guerra do Vietnam. Formou-se em dramaturgia clássica no Departamento de Literatura da Universidade de Waseda.
O seu pai era filho de um monge budista e a sua mãe vinha de uma família de comerciantes de Osaka. Ambos ensinavam literatura japonesa. Estudou literatura grega na Universidade de Waseda (Soudai), onde conheceu a sua mulher Yoko. Ainda nos tempos de juventude o seu primeiro trabalho foi numa loja de discos (exactamente como acontece com um dos personagem principais, Toru Watanabe do livro Norwegian Wood). Antes de terminar os estudos, Murakami abriu um bar de jazz "Peter Cat (Gato Pedro)" em Tóquio, que funcionou entre 1974 e 1982. Em 1986, após o enorme sucesso do seu romance "Norwegian Wood", uma história subtil, encantadora, profunda e muito sensual de um amor destinado à tragédia. Deixa o Japão para viver na Europa e América, mas regressou ao seu país em 1995. Em Portugal foram publicadas as seguintes obras: - Norwegian Wood (2004) - Sputnik, Meu Amor (2005) - Crónica do Pássaro de Corda (2006) - Kafka à Beira-Mar (2006) - Underground - O Atentado de Tóquio e a Mentalidade Japonesa (2006).



agualeve @ 22:46

Ter, 11/03/08

A Galeria Árvore inaugurou no passado dia 6 de Março duas exposições:
"MANUEL VILARINHO - PINTURA E DESENHO 2001/2006" e Jóias de VERÓNICA LEONOR.
Até 25 de Março de 2008.

MANUEL VILARINHO - "Manuel Vilarinho - Pintura e desenho 2001/2006" - Exposição de desenho e pintura


"(...)Agora, num momento em que a máquina já não se prefigura como sinónimo absoluto de progresso, e como que num regresso a um tempo que aposta na diversidade de experiências temporais, o que corporiza a organização das paisagens de Manuel Vilarinho é o passeio, o lento saborear do visível, embora completado pela fugacidade de quem passa de carro numa estrada e apreende, em brevíssimos instantes, as informações visuais que sobressaem da massa da paisagem natural. "

Emília Ferreira, in catálogo de exposição individual, Casa da Cerca, Almada,2006



VERÓNICA LEONOR - Exposição de jóias



"[...] A joalharia, hoje, ganhou uma dimensão imagética que ultrapassa a função formal e social a que estava presa. Liberta dos materiais ricos: Ouro, prata e pedras preciosas, democratiza-se e comunga dos tempos primordiais em que o osso, a fibra vegetal, o barro ou a pedra comum serviam o objectivo imediato de ornamentar, significar ou simbolizar.Espírito e matéria conjugam-se e o uso reinventa-se em associações inesperadas para o próprio autor.
Verónica Leonor compreendeu essa metamorfose do acto de adornar. Espírito inquieto, os seus olhos brilham diante de uma pedra de cor e brilho inesperado, seja ela preciosa ou comum. As suas mãos movem-se em movimentos finos e acariciadores quando torce um fio a que quer dar forma. Vi-a deslumbrada e ávida de conhecimento, perante jóias marroquinas, turcas, indianas. Ansiosa em descobrir os mistérios que determinaram a sua existência, dos ritos e rituais em que se envolveram. [...]"

Excerto de texto de Luísa Gonçalves, in catálogo da exposição, Árvore, 2008





agualeve @ 21:57

Ter, 11/03/08

A cantora de jazz Stacey Kent está de regresso a Portugal. A sua digressão passa a 11 Março pela Casa da Música no Porto, a 12 Março no Teatro Micaelense, a 14 Março no Centro Cultural de Belém Grande Auditório e no dia 15 Março no Cine-Teatro de Alcobaça.

Depois de um memorável concerto em 2007, Stacey Kent apresenta o seu novo trabalho discográfico "Brekfast on The Mornung Tram". Acompanham a cantora James Tomlison, saxofone tenor, Art Hirahara, piano, David Chambarlain, contrabaixo e Matthew Skelton, bateria Vencedora de variadíssimos prémios, incluindo o British Jazz Award em 2001 e o BBC Jazz Award, na categoria de “Melhor Vocalista Feminina”, em 2002, Stacey Kent é reconhecida como uma das vozes mais relevantes do jazz feminino actual. Jay Livingston, compositor três vezes galardoado com um Óscar, escreveu sobre ela: “Stacey Kent é uma verdadeira revelação. Actualmente, não há ninguém a cantar como ela. Tem o estilo dos gigantes, como Billie Holiday e Ella Fitzgerald, e canta as palavras como Nat King Cole – limpa, clara e com uma dicção perfeita.”

O seu novo trabalho apresenta a mais ecléctica escolha musical da cantora, com destaque para a presença do escritor Kazuo Ishigo como letrista de várias composições proporcionando uma maior relevância a Stacey enquanto contadora de estórias. Stacey Kent fala orgulhosamente dos seus seis Best Selling Albums, dos variadíssimos prémios, incluindo o British Jazz Award em 2001, o BBC Jazz Award na categoria de «Melhor Vocalista Feminina», o Backsatge Bistro Award em 2004 e dos fans que lhe permitem esgotar salas em todo o mundo. O seu penúltimo trabalho, «The Boy Next Door», teve direito a um lançamento em grande estilo com um ano inteiro em tourné com mais de 250 apresentações, incluindo o Carnegie Hall em Nova Iorque e um mês inteiro de espectáculos esgotados na famosa Oak Romm no Algonquin Hotel. Disco de Prata em França três meses após o seu lançamento, permaneceu nas tabelas da Billboard americana durante 35 semanas.

Discografia só para relembrar: Breakfast on the Morning Tram (2007) Collection (2007) Boy Next Door (2003) In Love Again (2003) Dreamsville (2001) Let Yourself Go (2000) Close your Eyes (1997).


Março 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31



Arquivo
Pesquisar
 
comentários recentes
Aqui esta um portal de cinema recente, foi criado ...
Sim. O texto do mec é essencial, na acepção filosó...
Ainda não tive oportunidade de ler este livro de H...
Conheço os livros deste autor e, de momento, comec...
subscrever feeds