agualeve @ 13:44

Sex, 14/08/09

“Se tiver uma questão importante a comunicar, não tente ser subtil nem esperto. Utilize um malho. Dê-lhe um golpe certeiro. Depois, volte e dê-lhe outro. Em seguida, dê-lhe um terceiro, daqueles valentes”
Winston Churchill (1874-1965), estadista

A comunicação organizacional tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento das empresas e tem sido a expressão de um novo tipo de gestão nas relações sociais, conciliando elevada autonomia, participação, conhecimento e responsabilidade entre os seus membros.

 

Ainda que subsistam vários modelos de comunicação organizacional e alguma resistência à forma como os mesmos devem ser implementados existe, contudo, um princípio comum a todos eles e que tem estado no centro das atenções: a necessidade de motivar as pessoas para os resultados e para os objectivos de desenvolvimento das organizações.

 

Este princípio como afirmou Druker não é apanágio apenas das empresas mas da própria sociedade organizacional em que vivemos e da necessidade de assumirem responsabilidades sociais.

Mas há épocas em que as notícias parecem contrariar estes princípios, pondo em causa todo o processo de comunicação, a sua credibilidade e mesmo a confiança que a sociedade legitimou.

Longe vão os tempos em que os gestores estavam apenas disponíveis para falar uns com os outros, instalados longe dos grandes “palcos de guerra”.Todos perceberam, de forma distinta, que a verdadeira comunicação se faz no terreno, em todos os sentidos, com todos os públicos e tem de ser gerida em antecipação e com agilidade para poder ser competitiva e eficaz num mercado global.

Os tempos de mudança que vivemos são também um momento muito importante de reflexão sobre os “resultados imediatos”, os “prémios extraordinários”, obtidos trimestre a trimestre, das estratégias do curto prazo e da exaltação do poder assente em best-sellers automáticos e discursos assumidos como evangelhos instantâneos do sucesso (agora sabe-se, em muitos casos, construído sobre falsas premissas).

Os negócios de maturação lenta e pequenos nichos de mercado, que no passado não eram tolerados, são agora a prioridade de qualquer empresa, independentemente da sua dimensão e organização.

Também a comunicação massificada e hierarquizada ao nível dos grandes grupos veio a revelar-se, em muitos casos, desajustada.

Esta alteração ocorre porque o mundo dos negócios é dinâmico e não admite eternamente “reengenharias” de processos “criativos”, nem regras definitivas.

Hoje, a prioridade é o futuro em que todos têm que ser ágeis, mas também eticamente responsáveis pelos seus actos. Por isso as qualidades pessoais mais valorizadas assentam cada vez mais na coragem, na ética, na inovação, na sensibilidade, na competência e na capacidade de comunicar não apenas ao nível dos grupos mas individualmente com todos os stakeholders.

A gestão dos processos de negócio, a divulgação de informação relevante e a performance empresarial são cada vez mais um acto de comunicação sujeita à interpretação dos mercados e da sociedade que os legitima ou sanciona e cujas consequências e impacto a todos interessa.

Rubrica:MERCADO E SOCIEDADE,Opinião de Manuel Almeida, publicado in Portal Lisboa.net, Janeiro 2009


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